
Pequenos livros são como pequenos receptáculos de idéias. Na internet, temos o Twitter e outras ferramentas de microblogging que nos obrigam a sintetizar as idéias em poucos caracteres. Tarefa complicada para quem costuma escrever prolixamente.
Os micro-corrupios, uma série super-limitada e esporádica de pequenas esculturas de linha e papel podem ser considerados os análogos das ferramentas de microblogging. O pouco espaço de cada página serve para pequenas anotações, talvez até um rascunho para os seus tweets, antes de publicá-los na rede.
E para enviar os micro-corrupios aos seus futuros proprietários e colecionadores a Corrupiola desenvolveu essas práticas embalagens de folhas de papelão. Assim chegam protegidos ao destino final, prontos para transformarem-se no suporte para um micro-conto, uma pequena história em quadrinhos ou um flipbook.

Veja nesse vídeo do Vimeo como retirar os micro corrupios da embalagem.






















O primeiro passo foi dividir as páginas do Corrupio pelos meses restantes do ano. Depois, com ajuda de fita dupla-face, colei as abinhas com as iniciais dos meses, feitas com a ajuda do carimbo datador. Depois de coladas, bastou carimbar também em cada página os respectivos dias do mês. Consegui colocar 4 dias em cada página e alinhei os dias no canto superior direito da página. Assim, quando anoto um compromisso, circulo o mesmo com um balão no estilo história em quadrinhos e aponto para o dia específico do compromisso. Dessa forma a agenda fica flexível para utilizar o espaço necessário para cada compromisso.





Querendo compartilhar sua solidão com alguém, a pequena corrupiola vai até o celeiro, onde seu velho prepara “secretamente” uma deliciosa torta de amoras silvestres. Rapidamente a pequena corrupiola percebe a artimanha do pai, mas finge vê-lo simplesmente de avental, batendo com força as ferraduras que irão vestir os pés da mesa onde sua coleção de rolhas está instalada. Como de costume, quando pai e filha corrupiola se encontram, os dois eriçam com maestria as penas (ou os pêlos, dependendo da velocidade de rotação da segunda lua de júpiter) do pescoço. O ritual dura não mais do que cinco segundos, tempo suficiente para o pai esconder a torta entre as ferragens, amarrar rapidamente o avental de chumbo e arrastar dois pares e meio de ferraduras para o centro da mesa. A pequena corrupiola fica triste, pois não é seu aniversário.

