Corrupiola

I [heart] Stationary

Publicado em fevereiro pela Rotovision (UK), I [heart] Stationary é o livro mais recente da escritora e designer Charlotte Rivers, conhecida também por Reinventing Letterpress.

Estamos muito felizes porque a Corrupiola participa deste livro! Além de nossas fotos que ilustram as técnicas manuais de tipografia, serigrafia e colagem, ganhamos página dupla com fotos e texto sobre o nosso trabalho, e também com nossos cadernos Love Cats, de autoria da ilustradora Thereza Rowe.

O livro está à venda pelo site da Amazon.

Fotos gentilmente clicadas pela Thereza, pois nosso exemplar ainda está a caminho! ;)

O que temos na mesa hoje

A costura das lombadas continua manual, mas a máquina está aí para novas aventuras! :)

 

Um encontro especial

O encontro com Thereza Rowe, a criadora dos Love Cats,  foi um dos momentos mais emocionantes da nossa viagem de férias, em janeiro de 2012.

Levamos conosco uma mala recheada de Love Cats e quando o dia do encontro chegou, parecia um momento mágico. Estávamos em Londres, e toda a história do trabalho retornava à nossa memória. Foram três anos de conversas online, desde o dia em que escrevemos um post sobre os desenhos da Thereza, até o lançamento dos cadernos em dezembro passado. De repente, estávamos do outro lado do hemisfério, no escritório de Thereza e ao mesmo tempo tão longe de nosso atelier, onde os Love Cats haviam tomado forma.

Havíamos combinado um chá da tarde, mas acabamos nos atrasando e chegamos apenas ao entardecer. Toctoctoc e lá estava ela, sorridente, feliz. O encontro se concretizou e foi agradabilíssimo! Uma mesa com vários docinhos coloridos nos esperava, e estávamos rodeados por paredes cheias de detalhes e desenhos delicados, assim como Thereza. A conversa estava ótima, mas precisávamos pegar o metrô de volta para o hotel, pois já era tarde e poderíamos ficar sem o transporte público. Ficamos pouco tempo em Londres e não pudemos repetir o encontro. Conhecemos um pouco do seu mundo e esperamos que um dia ela venha conhecer o nosso.

Conhecemos sua gatinha, e matamos um pouquinho da saudade dos nossos felinos!

E voltamos para casa com muita arte na bagagem! Quantos presentes lindos!

 

Flores Miúdas

Corrupio Flores Miúdas em promoção! Apenas 15,00 reais a unidade com caixa individual.

Formato Clássico, 9x14cm, capa em papel color plus preto 240gr recoberto com tecido de flores, miolo sem pauta em papel pólen acid-free 90gr, 64páginas.

Acompanha caixa individual impressa em serigrafia com tinta marrom.

A costura é manual.

Detalhe da caixa individual.

Disponível em nossa loja.

Nós amamos bicicletas

Na semana passada, a estatística das tragédias no trânsito aumentou com a morte de mais uma ciclista, desta vez na Avenida Paulista, em São Paulo.

E por que é tão arriscado andar de bicicleta no Brasil? Porque faltam ciclovias todos nós sabemos, mas tem alternativa? Dá para dividir o espaço nas ruas ou avenidas entre carros e bicicletas? Daria… se houvesse mais educação no trânsito, e sobretudo se o ciclista fosse respeitado como um motorista portando seu veículo de transporte, e não apenas aquele que passeia ou atrapalha o trânsito.

Se para um pedestre já é difícil atravessar em uma faixa de pedestres, quem dirá um ciclista, que não pode trafegar nem na calçada, nem na pista. Então, aonde pedalamos? Naquele micro espaço entre a calçada e a faixa da rua? Esta é a triste realidade de quem se aventura a andar de bicicleta no Brasil. Mas poderia ser diferente, e como seria lindo se tudo fosse diferente…

Nestas férias, experimentamos uma outra realidade. Nos Países Baixos, a regra é básica: quem tem a vez é o cavalo (como em Brugges, para transporte turístico), em segundo são os pedestres, em terceiro as bicicletas e, por último, os carros, que dentro das cidades só causam incômodo. A ordem é esta e as multas são caras. Simples não é? Nem tanto. Lá tem boa vontade política e planejamento urbano, respeito ao próximo, leis rigorosas e bom censo das pessoas.

Nós utilizamos a bicicleta não só como passeio, mas como meio de transporte em nossa rotina diária e, na Holanda, presenciamos o que poderia ser o ritmo de vida ideal: muitas, muitas ciclovias, e milhares de bikes circulando apressadamente, num trânsito nem um pouco caótico pela quantidade de magrelas. É preciso sempre estar atento para não bater, tampouco ser batido (pausa) por outras bicicletas.

Lá, vimos pessoas de 8 a 90 anos andando de bicicleta, e se o idoso não consegue mais pedalar numa bike normal, tem a opção das motorizadas. Como se vê na foto acima, toda a família cabe numa bike. E nos pontos estratégicos da cidade (estações de trem, metrô, aeroportos, centros comerciais) encontram-se os enormes estacionamentos.

Em outras cidades da Europa a paisagem muda, mas as bicicletas nunca saem de cena. Em Paris não há tantas ciclovias e o trânsito é mais caótico, com muitas motocicletas. Há também bikes de aluguel e com pouco mais de 1 euro por dia, você pega uma bike num lugar e devolve em outro.

Do filme Before Sunset, você lembrará deste lugar, o Le Pure Cafe. Em frente tem um ponto das bikes Vèlib.

As charmosas bikes vintage estão super na moda.

É difícil não ver uma bike nas famosas paisagens de Paris. A foto acima foi clicada enquanto estávamos sentados num banquinho e apreciando a Torre Eiffel. Na foto abaixo, estávamos em frente à livraria Shakespeare and Company, com fundos para a Catedral de Notre Dame, onde havia mais uma magrela estacionada.

Em Londres, vimos muitas dobráveis e bikes para alugar em vários pontos da cidade, mas não arriscamos pedalar por causa da mão inglesa. Lá, encontramos uma amiga que há tempos não víamos e ficamos até tarde num Pub. No final da noite nos despedimos e ela foi pra casa. Como? De bike. Perguntamos se era perigoso e ela prontamente nos respondeu: “Claro que não”! E tem mais, lá, as empresas oferecem “ecoChecks” para seus funcionários comprarem bikes com descontos. Legal, não é?

Se comparada com a Holanda, a Inglaterra tem menos ciclistas, mas repare na foto abaixo, no tamanho do estacionamento de bikes da estação de trem e metrô de Paddington.

O lugar onde mais aproveitamos para pedalar foi na Antuérpia, onde ficamos hospedados. Foi lá que vivenciamos com duas rodas e por poucos dias o ritmo da cidade, e foi inesquecível pedalar pelo parque Middelheim, assunto para outro post.

Na foto abaixo, a bela moça teve tempo suficiente para enviar uma mensagem enquanto esperava o sinal abrir. Ao fundo, crianças indo para a escola com suas bikes.

Para as pessoas que pedalam diariamente, a bicicleta é uma extensão de seus corpos, e sabemos que não é fácil importar a cultura da Europa para o Brasil, mas se houvesse mais vontade política e apoio da população, poderíamos ter mais ciclovias, remanejar as pistas para os carros e abrir espaços para corredores ciclísticos.

Andar de bicicleta no Brasil, seja em São José ou Florianópolis, ou São Paulo é muito difícil. O que deveria ser saudável torna-se insano, tanto pela aspiração excessiva de monóxido de carbono como pelo perigo. Mas quem precisa, gosta e quer usar este meio de transporte em sua rotina diária não irá desistir. Nem mesmo quando um governo (só para mostrar trabalho) constroi uma ciclovia que parte de um lugar para lugar nenhum, ou quando existe uma que simplesmente acaba no meio do caminho.

Nós temos consciência de que o Brasil é bem diferente da Europa. E também temos a certeza de que, com mais ciclovias e bicicletas nas ruas, podemos viver em um país bem melhor. Uma bicicleta na rua é um carro a menos. É simples, é necessário.

A foto abaixo é da obra do artista brasileiro Eduardo Srur, de 2007, na Avenida Paulista. É lindo, é lúdico, mas na prática não queremos observar as bicicletas no céu, queremos tê-las no chão e de preferência andando, e muito.

Para ver mais fotos deste post, acesse o nosso Flickr.

 

 

 

Calendários 2012

Nas compras acima de $ 45 reais você ganha um calendário corrupiola 2012, impresso em serigrafia.

Ainda restam 3 cores. Aproveite! :)

Combos com 5 Corrupios

Últimos Combos com 5 Corrupios, aproveite! Cada Combo inclui:

- 2 Corrupios no formato clássico com caixa (um modelo com tecido e outro impresso em letterpress sobre papel kraft 250gr), 14×9cm; miolo liso em papel pólen 90gr acid-free 64pg;
- 1 Corrupio no formato clássico 14×9cm sem caixa; capa impressa em serigrafia, miolo quadriculado em papel pólen 80gr acid-free 64pg;
- 1 Corrupio formato especial (HQ) sem caixa; modelo one of a kind, miolo liso em papel pólen 90gr acid-free 64pg;
- 1 Mini mini Corrupio formato 6,5x9cm, capa impressa em serigrafia sobre papel fabriano, miolo liso em papel Pólen Soft acid-free 80gr, 64pg.
- Caixa à sua escolha para acondicioná-los (no final do pedido).

De R$ 78,00 por R$ 60,00, ou seja, 23% de desconto!

Escolha abaixo o Combo desejado e faça o seu pedido em nossa loja:

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Os clientes que compraram em dezembro/2011 até março/2012, participarão de uma promoção aqui no site, concorrendo com o número do pedido. Aguarde nossa divulgação.

Museu Plantin-Moretus

Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO a partir de 2005 pela sua importância educacional, científica e cultural, o Museu tipográfico da família Plantin-Moretus é uma jóia rara no coração da Antuérpia, mais conhecida pelos diamantes e pelo museu do artista Rubens. Negligenciado nos bons guias de viagens sobre a Bélgica, o museu acaba passando despercebido, mas é um ponto de parada imprescindível para qualquer amante ou estudioso da história das artes gráficas.

A visita começa com a imponente fachada do edifício construído no século XVI e continua com o roteiro sugerido pelos monitores: caminhando por uma sala com originais manuscritos, antes da invenção da tipografia e subindo as velhas escadas de madeira, que rangiam embaixo dos nossos pés. Passando por uma sala escola, onde uma professora contava a história do museu a um grupo de crianças, chegamos a uma sala de vídeo, onde acompanhamos uma reconstituição do processo de impressão ambientada nas próprias dependências do museu, utilizando os equipamentos ainda em funcionamento da gráfica. Enquanto isso, jovens estudantes, provavelmente de artes plásticas, se espalhavam pelo museu com suas cadeiras dobráveis, prontos para armá-las, voltar no tempo e começar um desenho de observação. Após acompanhar o vídeo que reconstituía a história da oficina gráfica, continuamos a nossa visita, um pouco descontentes com a iluminação do ambiente, mas cientes de que a mesma replicava a precária iluminação de velas da época.

O Museu abriga uma enorme coleção de pinturas e tesouros históricos do século 16, incluindo a oficina tipográfica mais antiga em condições de funcionamento. Tudo está muito bem preservado, desde a sala de fundição de tipos, a sala de leitura de prova, onde os eruditos religiosos se sentavam na extremidade dos bancos de uma grande mesa de carvalho, até a sala de impressão.

Para além dos amantes da tipografia, o museu atrai visitantes que se interessam em conhecer não somente a casa de uma família que, por gerações, viveu durante o Renascimento, Barroco e o Classicismo, mas também para entender a sua relação com o trabalho e o comércio nestes períodos da história. Lá se tem uma visão da tecnologia daquela época, associada às ideias e crenças, resultando em obras literárias e artísticas de significado universal.

Gutenberg revolucionou a cultura ocidental ao desenvolver a primeira máquina de impressão com tipos móveis, por volta de 1440, substituindo as cópias manuscritas e permitindo a impressão em massa dos livros. A invenção dos tipos móveis teve um efeito transformador sobre a disseminação de informação.

Em pouco tempo, as prensas tipográficas passaram a funcionar nas principais cidades européias. No entanto, como eram feitas de madeira, estavam sujeitas à decadência pela sua fragilidade, de modo que, encontrar uma prensa ainda em funcionamento, fabricada no século 16, é um tesouro raro fornecido pelo museu Plantin-Moretus.

Após os séculos XIII e XIV, a cidade da Antuérpia firmou-se como um dos mais importantes centros econômicos no mercado internacional e lugar de encontro de artistas e intelectuais. Era um centro de intercâmbio cultural europeu, com a importação de elementos chave em especial da Renascença italiana, necessários para inspirar o Renascimento Flamengo, transformando a cidade em um ambiente propício para o desenvolvimento da impressão. Em meados do século XVI, 140 imprensas, editores e livreiros estavam trabalhando na cidade, onde o mercado do livro assumia uma dimensão internacional cada vez maior. A Antuérpia tornou-se o centro da tipografia, juntamente com Veneza e Paris, e principalmente pelo empreendedorismo de Christophe Plantin (1520-1589), entre os anos de 1555 e 1589. Plantin montou sua imprensa e editora, a Officina Plantiniana com um complexo de oficinas adjacentes à sua residência. Primeiramente fundada com copistas e ilustradores, a oficina tornou-se rapidamente a maior empresa de tipografia da Europa. Com a morte de Plantin em 1589, seu genro Jan Moretus (1543-1610) assumiu e equipou a empresa com as melhores prensas da Europa, e foi graças à família Moretus que a continuidade de suas atividades se manteve até 1867. Esta continuidade refere-se às mesmas funções realizadas no mesmo lugar, e isso explica a homogeneidade da planta do edifício do museu, onde o visitante consegue ter uma visão real das atividades da época.

Ao todo, o edifício histórico compreende a mansão e gráfica fundada por Plantin e, em seu estado atual compreende 35 ambientes, que vão desde o quarto dos proprietários, o escritório de contabilidade, o escritório dos copistas, o escritório dos ilustradores, uma biblioteca, até a oficina de fundição de tipos (no sótão do edifício) e a gráfica com tipos (alguns intocados) e máquinas tipográficas. Na época, a mansão era conhecida como Golden Compass (a Bússola de Ouro), porque ficava no coração histórico da cidade. A mansão explica por si só a sua importância na história da impressão, desde a data da construção do primeiro conjunto de oficinas gráficas até 1871, quando o último da linhagem de impressores e editores abandonou a atividade de impressão, dedicando-se à preservação do patrimônio mobiliário e bens da família, assim como os tesouros acumulados ao longo dos séculos.

Este longo período pode ser dividido em três fases principais:

• A empresa próspera de Plantin até sua morte em 1589, que até esta data, já havia produzido mais de 2.450 obras, foi continuada por seu genro Jan Moretus, que fez os melhores trabalhos de impressão com os melhores equipamentos daquela época; seu filho Balthasar Moretus I (1574-1641) consolidou a reputação da empresa, com a ajuda de sua amizade com Peter Paul Rubens, este artista famoso e criador de desenhos e obras excepcionais do estilo Barroco, e que eram universalmente imitados na segunda metade do século 17; e a reputação internacional da Oficina e sua incomparável qualidade de livros que levou a visitas de poderosas figuras como Marie de Medicis em 1631, rainha Cristina da Suécia em 1654 e um número de príncipes e princesas italianos e poloneses.

• A segunda metade do século XVII marcou o início de um período de declínio para a impressão na Antuérpia. No entanto, a Oficina de Moretus manteve sua posição como a maior de Flandres, e seus livros, principalmente religiosos, foram produzidos para o mercado espanhol e também exportados para lugares tão distantes como a China, e para as colônias espanholas do “Novo Mundo”. De 1715 a 1764, consolidou-se no comércio internacional de exportação de livros.

• Apesar da renovação incipiente no primeiro trimestre do século 19, a situação dos Moretus se deteriorava. Não conseguiram acompanhar a modernização das novas técnicas de impressão, em especial o desenvolvimento de prensas mecânicas e rotativas. Edward Moretus (1804-1880) era para ser o último dos editores da família, e após sua última publicação Horae diurnae S. Francisci, em 1866, teve que cessar a imprensa. Em 1871, ele se tornou o curador e colecionador do patrimônio familiar. Assim, a saga Plantin/Moretus acaba e, em 1873, ele negociou a venda do imóvel com todo o seu conteúdo com o governo belga e a cidade de Antuérpia. Em 1876, é criado o Museu Plantin-Moretus.

Christophe Plantin (1520-1589), encadernador e vendedor de livros, que se estabeleceu na Antuérpia em 1549, após fugir de Paris, aonde pelo menos um impressor já havia sido queimado na fogueira por heresia. Em 1555, a cidade já estava estabelecida como um importante centro de impressão de xilogravuras, gravuras e Plantin abriu sua própria imprensa, e logo tornou-se um líder do comércio de livros.

Seu primeiro livro impresso foi La Institutione di una fanciulla nata nobilmente, de J. M. Bruto, com tradução para o idioma francês. Publicou muitas outras obras em francês e latim, e logo foi reconhecido como o melhor impressor de seu tempo. O trabalho mais importante da Plantin Press é a Biblia Regia, publicada entre 1568 e 1572. Suas edições da Bíblia em hebraico, latim e holandês, o Corpus Juris, clássicos latinos e gregos, e muitas outras obras produzidas neste período são famosas por sua bela execução e precisão. Ele então, planejou uma empresa muito maior com a publicação de um Biblia polyglotta, que viria a corrigir os textos originais do Antigo e Novo Testamento com bases científicas. Apesar da oposição clerical, ele foi apoiado pelo rei Filipe II da Espanha, que lhe enviou o aprendiz Benito Arias Montano para liderar a produção. Com a ajuda de Montano, o trabalho foi concluído em cinco anos (1569-1573). Este trabalho lhe rendeu pouco lucro, mas resultou na concessão do rei Filipe em lhe dar o privilégio para imprimir todos os livros litúrgicos católicos (missal, breviários, etc) para os estados governados por ele.

Além da Bíblia poliglota, Plantin publicou muitas outras obras, como as edições de Santo Agostinho e São Jerônimo, as obras botânicas de Dodonaeus, Clusius e Lobelius, e a descrição dos Países Baixos por Guicciardini. Em 1575, sua imprensa tinha mais de 20 prensas e 73 operários, além de um número similar que trabalhava para ele fora de sua oficina.

Em 1562, enquanto Plantin estava em viagem a Paris, seus funcionários imprimiram um panfleto herético, resultando em seus bens confiscados e vendidos. Parece, no entanto, que ele recuperou muitos dos bens que lhe foi tirado. Entre os amigos estavam dois netos sobrinhos do tipógrafo italiano Daniel Bomberg, que forneceu-lhe finos caracteres tipográficos hebraicos provenientes de renomadas imprensas venezianas.

Em novembro de 1576, os espanhóis saquearam e parcialmente queimaram a Antuérpia. Plantin estabeleceu uma filial de sua empresa em Paris e, em 1583, procurou por outros tipógrafos na recém construída Universidade de Leiden, na Holanda.

Por mais de 200 anos a Officina Plantiniana teve um monopólio, concedido pelo papado, para impressão de formulários litúrgicos. Embora aparentemente fosse um membro fiel da igreja católica, Plantin foi um defensor de outras crenças. Hoje é comprovado que, muitos dos livros heréticos publicados naquela época, vieram de suas prensas.

O museu abriga exemplos de ferramentas utilizadas na época e mais de 30.000 volumes em sua biblioteca.

No sótão está a oficina e ferramentas de fundição.

Moretus e seus descendentes continuaram a imprimir muitas obras na Officina Plantiniana até 1867.

A empresa começou a declinar na segunda metade do século XVII. Permaneceu, no entanto, na posse da família Moretus, que deixou toda a gráfica intocada.

Dizem que, assim como o impressor francês Robert Estienne, Plantin colocava provas de impressão dos seus trabalhos em frente ao seu estabelecimento e prometia recompensas a quem conseguisse encontrar falhas nos seus trabalhos. Dentre os amigos e colaboradores de Plantin estava o pintor Pieter Brueghel.

A mansão Plantin foi construída em torno de um lindo jardim central. Há também uma coleção de livros e gravuras; quartos luxuosos dos proprietários, paredes das salas decoradas em couro dourado – técnica utilizada com uma fina camada de ouro, onde se pode ver a textura da pele por baixo –, pratarias, porcelanas, e muito mais.

Para ver mais fotos do Museu Plantin-Moretus, acesse nossa página no Flickr.

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Um agradecimento especial à nossa amiga Samanta L., que nos levou até o Museu. Se não fosse sua ótima sugestão, dificilmente teríamos visitado este magnífico lugar. Para nós, o diamante da Antuérpia está aqui. Valeu, amiga!

Além disso, para escrever este artigo consultamos e traduzimos livremente conteúdo das seguinte fontes:
Plantin-Moretus House-Workshops-Museum Complex (Unesco)
Plantin Press (Wikipedia)
Christophe Plantin (Wikipedia)

Kit Love Cats

Eles voltaram para o estoque e este lindo Kit continua com preço de lançamento, aproveite!

São 4 cadernos no formato 11,5x15cm e 15×11,5cm para o modelo horizontal; e o miolo é em papel pólen acid-free e off-white 90gr para os modelos lisos, e 80gr para os exemplares com pauta, quadriculados ou isométricos. A impressão, costura e os cortes são todos manuais e cada caderno vem acompanhado de um marcador de página e tags ‘de…para…’.

Tudo acondicionado numa caixa super charmosa:

E ainda nesta semana anunciaremos o sorteio de um Combo para os clientes que compraram conosco nos meses de dezembro e fevereiro. Aguardem!

 

Voltamos!

Yeah! Viva 2012! :D

A Corrupiola está novamente em ação e renovada para o novo ano!

Nossas férias foram incríveis, com novas experiências e encontros inesquecíveis com amigos e novos amigos. Em breve vamos escrever alguns posts sobre os lugares super bacanas que visitamos.

O calor é intenso neste verão super colorido e vibrante e estamos cheios de gás, com ideias novas prontas para serem colocadas em prática! É uma nova fase que se inicia.

Nosso estoque aos poucos voltará para a loja e, se você deseja algum produto que ainda não retornou, entre em contato conosco.

Feliz Verão!!

Até 2012!

Obrigado pelos emails carinhosos de recebimento das encomendas de Natal, e pelas cartas e presentes que recebemos em mãos! Prometemos responder a todos quando voltarmos no ano que vem.

Só temos a agradecer pelo ano de 2011 e desejar que 2012 seja melhor ainda, para você, para nós, para todo o mundo!

Até breve! Tchau ;)

É Natal…

As encomendas já estão chegando aos seus destinos!

A cada pedido, uma cor diferente.

Cores que combinam… ou cores que se complementam!

Muitos, muitos mimos!

Ainda temos tempo para enviar encomendas para todas as regiões do Brasil via PAC ou Sedex. Visite nossa loja e faça seu pedido conosco! Compras acima de 50,00 reais ganham um calendário 2012 e dois ou mais Corrupios ganham caixas serigrafadas ou em tipografia ;)

Um Feliz Natal na Corrupiola

O Natal colorido da Corrupiola está online!

Para festejar as Boas Festas, elaboramos um site mais dinâmico para você navegar conosco: mais ágil, fácil de visualizar e escolher seus presentes em nossa loja, além de mais opções de pagamento.

E quanto mais compras, mais mimos você ganha! Pedidos acima de $ 50 reais ganharão um calendário 2012, impresso por nós em serigrafia com edição limitada. Enviaremos também cartões de Natal e Ano Novo em cada ítem adquirido, todos coloridíssimos, além de marca páginas impressos em tipografia e serigrafia.

Você receberá também nossa nova papelaria com mãos que refletem a essência da Corrupiola: o trabalho manual. Desde 2008 colocamos nossas mãos em cada página de papel dobrado, em cada registro de arte criada, em cada tecla de email enviado, em todas as fitas que embrulham as encomendas. Enfim, a Corrupiola continuará assim, uma mistura entre o novo e o antigo, resultando em experiências manuais!

E as outras novidades? Apresentamos a tão esperada coleção Love Cats, com desenhos da ilustradora Thereza Rowe em cadernos no formato 11,5x15cm. Capas impressas com 3 cores em serigrafia e diferentes miolos para você escolher: liso, pautado, quadriculado ou isométrico.

E na compra de dois ou mais cadernos desta coleção, sua encomenda será enviada em uma caixa especial, com ilustrações da coleção Love Cats impressas fora e dentro da caixa. Adquirindo a obra completa, com os quatro volumes, você terá um desconto especial de lançamento. Leia mais detalhes em nossa loja.

Lançamos também uma nova coleção de Corrupios com tecidos japoneses, além de mapas vintage de Paris, Corrupios HQs com histórias em quadrinhos da revista original francesa Fluide Glacial Nº173; Combos especiais de Natal, uma nova coleção do Superman ano 1975 e uma caixa especial de Natal, que você ganhará nas compras acima de dois ítens, como também a opção de escolher outra das nossas caixas gratuitamente.

Este é o nosso Natal 2011, amigos! Esperamos que gostem :)

Desde já desejamos Boas Festas e Feliz 2012!

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