Papel Pólen

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O miolo de cada Corrupio é composto por Papel Pólen, um papel offset acid-free e off-white com tonalidade diferenciada, que reflete menos a luz e confere ao material uma apresentação mais sofisticada e permite uma leitura mais agradável. É o mesmo papel utilizado em publicações de grandes e refinadas editoras, como a Cosac Naify.

O Papel Pólen é excelente para anotações com canetas esferográficas, Stabilo, Staedtler ou similares. Utilizamos duas variedades de Papel Pólen em nossos cadernos: o Papel Pólen Soft 80gr, que normalmente é utilizado em livros instrumentais, ensaios e obras gerais e o Papel Pólen Bold 90gr, um papel mais robusto com opacidade e espessura elevada, mas sem aumento do peso final.

Temos Papel Pólen 80gr formato A4 disponível na loja, confira:

Pacote com 100 folhas
Pacote com 250 folhas
Pacote com 500 folhas

 

Páscoa = renovação

Olá estimado leitor,

Para esta Páscoa, nos lançamos um objetivo: reformar esta mesa branco/azul acima e conseguir tomar um cafezinho sobre ela até o domingo!
E foi assim…

A mesa chegou em janeiro deste ano – quando a foto acima foi clicada – e desde lá, ela fazia somente volume nesta sala que, no próximo mês será o espaço de todas as nossas futuras instalações tipográficas. A mesa citada chegou por transportadora junto com nossa Frigidaire, com remetente de Rio Negrinho, interior de SC. Ela pertencia à minha mãe, e quando ela mudou-se da casa onde meus irmãos e eu crescemos, escolhi alguns objetos e dentre eles estava esta mesa com muitas lembranças. Nela, minha avó trabalhou em suas costuras, e depois ela se tornou o suporte para as costuras de minha mãe. Era a mesa em que eu costumada brincar enquanto esperava uma prova de roupa, e também a mesa que usava para estudar. A marca da sua idade permaneceu cravada até hoje, com o relevo do marcador de moldes que passou por ali centenas senão milhares de vezes, e também algumas travessuras de criança.

A pouco tempo, a mesa serviu de suporte para a máquina tipográfica manual doada e agora adotada por nós.

Mas o nosso objetivo era reformá-la, e utilizamos o tempo deste feriadão. Mãos à obra! Começamos o trabalho na quarta-feira. Aleph começou lixando o tampo, e a intenção era deixar as marcas do marcador de moldes, sua história não seria apagada.

E quando começamos a lixar as pernas, descobrimos, além da tinta branca e azul, uma tinta verde! Foi aí que lembrei que esta mesa, antes de ser utilizada apenas para costura, era inicialmente a mesa da cozinha dos meus avós. Uma tinta verde muito oleosa, bem difícil de tirar. Esta mesa tem no mínimo 60 anos.

E embaixo de sua gaveta encontrei o selo de sua procedência e seu valor: 75,00 Cruzeiros e adquirida em um estabelecimento na Serra Dona Francisca. Para quem não conhece, a Serra é o acesso para quem vem de Joinville e outras cidades litorâneas com destino às cidades do Planalto Norte catarinense, 830 metros acima no nível do mar.

A gaveta azul. Lugar dos botões, elásticos e linhas.

E depois de cinco dias de trabalho… hoje à tarde o trabalho terminou e a mesa ficou pronta!

Com sua madeira livre de tintas, na cor original, mas com suas marcas do tempo, seu passado desenhado na madeira.

Orgulhosos do trabalho e felizes por tomar nosso cafezinho, desejamos Feliz Páscoa para vocês! :)

ps: As toalhas de crochet também são herança da avó.

Casa nova e renovada

Tchan, tchan, tchan, tchan… Esta é a porta do nosso novo estúdio! E estamos muito felizes por estar em novo lugar com mais espaço e prontos para mais uma nova fase.

Foram mais de 30 dias, onde Aleph e eu trabalhamos muito para que esta mudança acontecesse. Praticamos todas as nossas habilidades DIY neste espaço com ótima localização, mas em péssimo estado. Aqui vão algumas fotos do antes e depois:

Ainda faltam alguns detalhes, mas já dá pra trabalhar!

E você deve estar se perguntando “mas, cadê a tipografia?” Ela ainda virá para outro cômodo que ainda não está reformado, mas logo-logo ela estará aqui! Para nós, o importante é que conseguimos iniciar este processo de mudança e trazer o nosso trabalho pra mais perto da nossa casa, podendo ir e vir de bicicleta ou a pé. São apenas 11 quadras de distância e isso não tem preço! :)

 

Bibliotecas, livrarias e sebos

Acredito que o primeiro passo para se conhecer bem uma cidade é visitando sua biblioteca e examinando alguns dos elementos que a definem: sua arquitetura; a quantidade e qualidade das publicações à disposição; a cordialidade das pessoas para quem você pede informações; o silêncio dos frequentadores e por uma série de fatores que denunciam esse enclave das letras que é uma boa biblioteca, quase uma zona neutra que deveria ser tão bem protegida quanto uma embaixada.

Impossível não criticar nossa própria realidade: onde moramos, em São José, existe apenas uma biblioteca incipiente e quase desapercebida, em um edifício tombado no “Centro velho” da cidade. O lugar poderia ser perfeito, cercado de belos cafés como o Café da Corte, mas infelizmente é um depósito de livros velhos sem a devida atenção do poder público, que não mantem atualizado o catálogo de publicações disponíveis. No município vizinho, Florianópolis, a situação não é muito diferente: há pouco tempo o governo tentou municipalizar (como se fosse um peso morto) a principal biblioteca estadual, que é pouco convidativa e também incipiente. Felizmente, contamos com outras opções e além de algumas coleções particulares, temos a BU (Biblioteca da UFSC) com sua bela e aconchegante arquitetura, que nos convida a ficar e ler todos os livros.

No ano passado, quando estivemos em Curitiba, passeamos pela cidade com nosso amigo Arthur e dentre os lugares visitados, estava a imponente Bibioteca Central. Eu já conhecia e frequentava o prédio quando passei meus 7 anos de faculdade na cidade, mas desta vez era diferente, entrei na biblioteca com os olhos de visitante, não mais de frequentadora assídua. E como numa visita a um museu, estava à procura de tesouros preciosos, revendo sua arquitetura, decoração, seu contexto histórico e observando os ‘ratos’ fuçando nas estantes e também seus funcionários, que dela se alimentam todos os dias. Trabalhar numa biblioteca deve ser extraordinário!

Em nossa recente viagem ao Velho Mundo não foi diferente. Visitamos todas as bibliotecas que pudemos, e também lojas de livros e sebos. Nosso olhar estava voltado para o papel, para os livros.

Nas fotos acima e abaixo, vemos a Biblioteca de Bruges, na Bélgica. Uma cidade com quase 117 mil habitantes e com uma biblioteca muito aconchegante. Muitas pessoas circulando, crianças brincando, jovens escutando música, adultos pesquisando, idosos descansando. Todas as idades num lugar realmente convidativo.

Wi-fi para todos!

Abaixo, uma foto da Biblioteca da Antuérpia, também na Bélgica. Muitos HQs e jovens circulando dentro do prédio. Um lugar de leitura e lazer.

Em Londres, na British Library eu imaginava encontrar esta foto do meu imaginário. E foi difícil aceitar que aquela imagem não existe mais, segundo nos informou uma funcionária. A Biblioteca é relativamente nova — se comparada a todos os outros prédios da cidade — e as salas de leitura são acessíveis apenas aos frequentadores cadastrados. Como estávamos de passagem só foi possível circular pelas áreas comuns. No centro da Biblioteca há um cubo de vidro enorme, com muitas estantes de livros, e o acesso ao interior do cubo é somente para funcionários, mas o visitante circula o cubo de livros o tempo todo, tanto nas escadarias, como também na cafeteria e espaços de descanso.

UPDATE 24/04/2012: A British Library fica ao lado da estação St. Pancras e o acesso é muito fácil e um passeio imperdível para quem está em Londres. A Biblioteca tem salas de exposições temporárias e permanentes (grátis) e lá é possível ver de perto originais e manuscritos raríssimos como um exemplar da primeira bíblia impressa por Gutemberg, manuscritos de Shakespeare e Sir Conan Doyle, e até os rabiscos e doodles de letras que originaram as músicas dos Beatles, alguns sobre guardanapos que provavelmente foram escritas em algum pub de Liverpool!

Abaixo, fotos de uma loja de livros em Utrecht, na Holanda.

E um sebo com uma escultura muito inspiradora na Antuérpia:

Para o Arthur, que está de malas prontas, e para todos os viajantes, boa aventura!

“Mantenham-se famintos. Mantenham-se tolos.”

Ontem perdemos um gênio e um ídolo. Assim como nós, milhares de designers começaram suas vidas profissionais com um Macintosh.

Minha vida com Macintosh começou  num Performa 6400, Quadra 800, (ui, eu usava Syquest!) depois veio o Quadra 900, Power Macintosh G3, Power Mac G4, G5. Sonho de consumo de todo designer, minha vontade era ter um computador em casa e quando surgiram os inesquecíveis iMacs coloridos, não pude conter minha ansiedade. Não sabia qual cor escolher, a vontade era ter um de cada! Fiz um financiamento no banco e comprei meu primeiro iMac G3 em 2001. Era caro, lembro que foram dois anos pagando as prestações. Valeu à pena, depois de 10 anos ele ainda funciona com todos os programas instalados, mas sem uso prático porque depois dele vieram outras macpaixões e minha vida continuou, sempre ao lado de um Macintosh.

Steve Jobs continuará fazendo parte da minha vida.

“É preciso encontrar o que você ama”. (Steve Jobs, 1955 – 2011)