Enquanto não colocamos a ‘mão na massa’ no processo tipográfico, os pequenos passos e detalhes nos apaixonam a cada dia, como este catálogo da Funtimod, presente do seo Rudinei.
E esta gaveta de tipos recém adquirida.
A gaveta é da Bodoni, mas a fonte é Grotesca Reforma Preta Estreita.
Não é maravilhosa? :)
Compartilhamos aqui a aventura de John Carrera, que em 1995 encontrou um dicionário Pictorial Webster – edição de 1898 – embaixo da poltrona de seu avô.
Encantado pelas milhares de gravuras do livro, o tipógrafo reeditou o livro em um projeto que tomou 10 anos do seu tempo livre.
Vale a pena assistir o resumo desta história e conferir o resultado!
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via: @doisespressos; colhido em: updateordie.com
Em fevereiro de 2009 adquirimos nossa primeira máquina tipográfica e desde então estamos garimpando tudo o que se relaciona com esta antiga tecnologia. Com a máquina restaurada e pronta para a impressão, faltavam os tipos, clichês e material em branco.
Em dezembro buscamos um tesouro muito precioso, mas também muito trabalhoso para limpar, restaurar e organizar.
O material chegou assim, todo misturado em potes e sacolas…
E muitas vezes foi preciso olhar através de uma lupa para descobrir sua riqueza…
Com martelo e pregos colocamos a mão na massa e restauramos as gavetas antigas.
Aos poucos as fontes foram separadas…
E uma formiga na janela nos lembrava que com calma se chega ao longe!
O que estava misturado foi se ordenando…
O que estava sem lugar ganhou um templo…
O que estava sem cor tornou-se colorido…
E assim, nossa primeira impressão surgiu: hello world!
É tão motivador quando recebemos mensagens de clientes relatando a sensação ao receber uma encomenda da Corrupiola! E hoje, compartilhamos a nossa sensação ao receber os cartões que fizemos no curso da Oficina Tipográfica de São Paulo.
A oficina aconteceu em outubro de 2009 e lá aprendemos a linguagem dos tipos e também a montar as ramas (matrizes) para impressão. Infelizmente não acompanhamos o trabalho das impressões porque foi preciso voltar, mas em dezembro recebemos os cartões via correio, embalados com muito cuidado de forma simples e tão bela.
Durante a oficina soubemos como é difícil encontrar ‘arrobas’ em tipos. Por isso, as matrizes de arrobas (para máquina Linotipo) são preciosidades muito bem guardadas. Nossa alegria ao receber um pacote da OTSP foi ainda maior porque além de recebermos os cartões impressos, ganhamos também nossos e-mails fundidos em linhas de Linotipo e assim poderemos usá-los em outras composições.
Aos poucos voltamos dos dias de descanso, em que intercalamos os dias livres com um “ritual de organização”. Seria difícil começar o novo ano sem uma reenergização do ambiente, pois afinal, trabalhamos e moramos no mesmo local.
E de todo este ritual, o que nos deu mais trabalho (e também mais satisfação) foi o armário da foto abaixo. Este móvel de cozinha foi um presente de casamento de minha bisavó para minha avó materna e pelos nossos cálculos ela se casou em 1944. Ocupávamos cerca de um terço deste objeto sessentão com os materiais da Corrupiola, e agora com esta reforma, ele será 100% corrupiolesco.
Trocamos os pés de madeira por rodinhas de silicone e ficou muito melhor!
Além disso… Aleph continua em outra organização minuciosa:
… colocar letras, fios, espaços, azurées e ornamentos em seus devidos lugares.
Dá um trabalhão…
mas vale à pena, pois estes tipos estarão na próxima coleção de Corrupios.
Desde fevereiro estamos empenhados no restauro e no funcionamento de nossa primeira máquina tipográfica. Não é tarefa fácil, pois encontrar uma tipografia no Brasil é cada vez mais raro. Mas há em São Paulo um lugar que está resgatando este belo ofício: a Oficina Tipográfica São Paulo. E em outubro, a Corrupiola participou de um curso introdutório de composição com tipos com o tipógrafo e um dos fundadores da oficina Marcos Mello.
Veja abaixo algumas fotos deste dia.
Há 2 anos que Aleph e eu procurávamos uma máquina tipográfica. Nossa paixão por essa velha-nova tecnologia começou quando vimos a máquina de nosso amigo Cleber Teixeira na editora Noa-Noa. E que bela máquina! Em funcionamento então, uma maravilha! No Brasil, essa tecnologia desapareceu rapidamente porque o aço das máquinas é derretido e vendido à quilo. Os tipos então, já são raridade e vendidos no mesmo esquema, derretidos na sua forma primária.
Em fevereiro encontramos, enfim, a nossa máquina. Ela se encontrava aqui perto, em São José, e estava praticamente abandonada numa pequena gráfica. Suja de tinta e pó, enferrujada, com o motor em curto-circuito, com as peças um pouco detonadas, mas ainda forte e robusta. No carnaval fomos buscá-la (na foto acima: quando ela chegou) e desde então, com a fundamental ajuda do pai do Aleph (seo Adir) estamos recuperando essa máquina muito preciosa.
Após muito limpar (acima: Aleph passando querosene e óleo diesel), ela está quase pronta para imprimir! Veja como ela era antes e como está agora:
Os rolos foram tirados para trocar a borracha, mas ela já está funcionando. Para escutar a música que ela emite, clique aqui. E em breve teremos produtos impressos por esta belezura!
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