First preview

É difícil não compartilhar estes novos tesouros… :D

Eles demoraram, mas valeu à pena!

Fizemos diferentes opções.

E algumas inovações.

A coleção de verão 2011 da Corrupiola está chegando…

Heavy Metal 1986 Fall

A nova coleção de Corrupios HQs nasceu de uma revista Heavy Metal publicada nos EUA no outono de 1986. Encontrada em uma pilha de revistas avariadas, ela foi reaproveitada nesta bela coleção.

A história principal é a épica The Trapped Women, de Alejandro Jodorowsky. Além disso, aproveitamos páginas da história Funkenstien’s Mon-Star, uma paródia funesta de conhecidas figuras do cenário musical dos anos 80, produzida por Rod Kierkegaard Jr.

Selecionamos os melhores trechos da revista e colamos sobre papel Color Plus preto 240gr. No miolo utilizamos o papel Pólen Soft 80gr/m², off-white, já tradicional em nossos produtos. Como as imagens não são reproduções, mas sim partes da revista original, não existem capas iguais e não repetiremos essa coleção.

Preparamos também um post especial para contar a sórdida história dos quadrinhos avariados que utilizamos em nossas coleções HQs.

Mas chega de conversa, confira abaixo as capas disponíveis desta coleção e corra para a loja antes que perca seu exemplar preferido.

Superman em cores 1972

Outro exemplar da revista Superman em cores, desta vez do ano de 1972. No formato 12,5×8,5cm, é perfeito para levar no bolso. O Miolo é encorpado com Pólen bold de 90gr.

E lembre-se: cada exemplar é único! As capas não são reproduções, mas sim páginas da revista original de 1972 coladas em papel color plus vermelho de 240gr. Para conferir com mais detalhes os modelos, basta clicar nas miniaturas abaixo.

A verdade por trás dos Corrupios HQs!

Sim, seria um crime estilhaçar uma revista em quadrinhos com histórias criadas por mestres como Moebius, Enki Bilal, Juan Gimenez, Jodorowsky, Milo Manara, Richard Corben, Daniel Torres e muitos outros. E nós nos envergonharíamos tremendamente ao cometer tal crime. Quando participamos do Mega Bazar Lúdica em Curitiba, uma das dúvidas mais recorrentes era: “como vocês podem fazer isso com uma revista em quadrinhos?”

A explicação era sempre a mesma: Nunca destruímos uma revista em quadrinhos sadia, sempre utilizamos revistas avariadas, faltando páginas ou com outros problemas que fariam com que elas fossem parar no lixo. O que fazemos – utilizando os quadrinhos originais nas capas das coleções de Corrupios HQ – é quase como uma doação de órgãos, uma sobrevida de uma revista em quadrinhos que poderia virar polpa de papel ou pior. Neste momento estamos colocando em prática o conceito do upcycling, na falta de um termo em português.

Como colecionador de HQs desde que aprendi a ler, eu nunca teria a coragem de destruir uma revista em quadrinhos em boas condições dessa forma, para fazer as capas dos Corrupios, por isso, este é o momento de contar um segredo bem guardado que eu não pensava em abrir, mas é necessário para que nossos clientes entendam que não somos mercenários:

Há alguns anos um amigo me ligou, pedindo ajuda: estava se mudando para um apartamento menor e precisava se desfazer da sua grande coleção de quadrinhos. Como achava um desaforo o preço que os sebos ofereciam pela sua coleção, resolveu doá-la para mim. Mas eu deveria ser rápido, pois ele precisava desocupar o apartamento o quanto antes para entregá-lo ao novo proprietário. Não pensei duas vezes, desliguei o telefone e corri até a casa dele. Eu estava no paraíso! Entre outros achados estava a coleção completa da revista Heavy Metal americana, desde 1977. Chegando em casa tratei de colocar todo aquele material fantástico em minha estante. Só algum tempo depois tive tempo para sentar e folhear algumas das preciosidades que meu amigo havia me dado. E a primeira pilha de HQs que resolvi examinar foi a Heavy Metal. Peguei a edição de outono de 1986 com a história The Trapped Women, de Jodorovsky. No entanto, ao folhear a revista, algo me chamou a atenção. Todos os quadros onde seios, traseiros e genitais de personagens deveriam aparecer, havia uma tarja preta de giz de cera pintada a mão. Além disso, páginas com cenas de nudez mais intensas haviam sido simplesmente arrancadas da revista. Quem poderia ter feito aquilo, meu amigo ou uma esposa castradora? Inconsolável, peguei a próxima revista e qual não foi minha indignada surpresa ao perceber que a outra também estava assim! Prevendo o desastre, passei a folhear nervosamente todas as outras revistas e infelizmente pude constatar, depois de horas, que não havia nem uma única revista da Coleção Heavy Metal que se encontrava intacta. Confesso que naquele momento tive vontade de ligar para meu amigo e falar umas boas, mas isso só o envergonharia mais ainda e afinal ele havia me dado todo aquele material. Com o tempo descobri que outros títulos haviam sido vítimas da mesma censura exagerada.

Qualquer colecionador sabe que essas avarias acabam com qualquer peça, mas felizmente surgiram os Corrupios e assim podemos reaproveitar as páginas ainda saudáveis dessas revistas.

Superman, fevereiro 1973

Adoramos reciclar e quando encontramos esta revista do Superman avariada e esquecida em nossa estante, decidimos utilizá-la em uma nova coleção de Corrupios HQ. Para qualquer colecionador, a página do centro avariada pelo grampo invalidaria esta revista, mas seria uma pena jogá-la fora, pois este é um exemplar do Superman (Edição especial em cores) de fevereiro de 1973, editada pela Editora Brasil-América (EBAL), uma das precursoras e potência dos quadrinhos no Brasil a partir dos anos 40.

Em 1973, os quadrinhos em cores eram uma exceção e um luxo, como mostra a chamada na capa. E a definição dos pontos lembra os quadros de Roy Lichtenstein, com os pontos grandes e reticulados misturados com cores chapadas para alcançar novas nuances.

Além disso, atendendo solicitações dos nossos clientes, decidimos apresentar um novo formato e nova gramatura de papel nesta coleção. Enquanto nosso formato clássico é 14x9cm, nesta coleção introduzimos o formato 12,5×8,5cm, perfeito para levar no bolso. Quanto à gramatura do papel, utilizamos um papel mais encorpado no miolo, o Pólen bold de 90gr, em contraste ao papel de 80gr utilizado em nossos outros modelos.

E lembre-se: cada exemplar é único e esta edição não será reeditada. As capas não são reproduções, mas sim páginas da revista original de 1973 coladas em papel color plus vermelho de 240gr. Para conferir com mais detalhes os modelos, basta clicar nas miniaturas abaixo.