Pati Peccin lança livro e selo editorial

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Aqui na Corrupiola sempre chamamos nossas publicações, nossos corrupios, de livros em branco e não cadernos. A preocupação com uma capa autoral impressa em tipografia ou serigrafia, combinada com papeis especiais e uma costura cuidadosa sempre norteou nossa produção. Mas as páginas em branco desses livros sempre pediram por mais aventuras, mais cores e letras. E nada melhor do que estabelecer parcerias para colocar em prática novos projetos.

E é com grande alegria e empolgação que estamos iniciando essa série de parcerias em publicações com o trabalho da artista visual Pati Peccin, que lança na quinta-feira, dia 8 de dezembro, às 19 horas, na Faferia DNA de Arte, o livro O Camafeu que se Escondeu, com um conto escrito e ilustrado por ela. O texto é uma narrativa onírica com o percurso de uma personagem nonsense por uma cidade desconhecida.

A publicação é uma parceria conosco e com a Editora Caseira e marca o lançamento do selo Patifaria, de Pati Peccin. O selo aposta no mercado independente,  contemplando textos literários com ilustrações da artista e será lançado na Faferia DNA de Arte, um novo espaço de arte que faltava em Florianópolis.

Toda produção do selo Patifaria será artesanal e as publicações terão edições limitadas, numeradas e assinada pelos autores. A capa d’O Camafeu que se Escondeu foi impressa em tipografia sobre Papel Kraft 300 pela Corrupiola e o miolo sobre papel Pólen Bold 90 com impressão em jato de tinta pigmentada pela Editora Caseira.

Nascida no Rio Grande do Sul e radicada em Florianópolis, Pati é formada em Publicidade & Propaganda pela Furb (Blumenau). É mestre em Ilustração Artística com especialização em Colagem pelo Instituto Superior de Educação e Ciências – ISEC, 2014, Lisboa, Portugal.

Ilustradora e artista, desenvolve um trabalho com colagens combinando desenho, recorte, xilogravura, texturas e linhas gráficas em variados suportes. Já expôs em coletivas e individuais e alguns dos seus trabalhos originais estão à venda na Galeria Colecionador 669 (Largo Benjamin Constant 669, Centro, Florianópolis) e no espaço Faferia DNA de Arte (Rua Fernando Machado, 261, Centro, Florianópolis).

Na tipografia

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Old-Buck sempre perto, e agora tipografando o Corrupio dele. ;-)

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Old-Buck

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O senhor felino da foto é o Old-Buck e desde a última sexta-feira dia 22.05 estamos realizando uma ação colaborativa para ajudar este velho gato que apareceu em nossas vidas. Ele foi abandonado no bairro onde moramos no Kobrasol em São José, SC, e nós não vamos fechar os olhos para esta situação de descaso. É uma crueldade porque quando o bichinho mais precisa de ajuda, seu dono o dispensa como um objeto velho!!

Hoje ele se encontra na tipografia da Corrupiola. Está com os bigodes quebrados (provavelmente alguém cortou), sem dentes e muito magro. Foi na veterinária ontem e tem pancreatite, gastro-interite e outros problemas como anemia. E infelizmente deu positivo para FeLV, uma doença transmissível entre os felinos. Pretendemos ficar com ele no estúdio, oferecer o tratamento adequado e tudo o que for possível no tempo de vida que lhe resta. É um felino bem sequelado, e aparenta ter uns 8 anos de estrada! Com carinho e cuidados ele aguentará um pouco mais.

A ação colaborativa funciona assim: para os queridos que ajudarem com R$ 10,00, enviaremos um caderno exclusivo em tipografia via carta registrada. E a cada $10 adicionais você recebe mais um exemplar. Você pode contribuir pelo PayPal, PagSeguro, Banco do Brasil, Itaú, Santander ou Bradesco. Veja todos os dados abaixo. Old Buck agradece. ;-) E não esqueça de enviar seu endereço por email!

PayPal: financeiro@corrupiola.com.br
PagSeguro: corrupiola@gmail.com

Banco do Brasil
Agência: 2638-7
C/C: 42661-X
leila paula lampe zotz

Banco Itaú
Agência: 1570
C/C: 26705-2
leila paula lampe zotz

Banco Santander
Agência: 4345
C/C: 010010125
leila paula lampe zotz

BRADESCO
AGÊNCIA: 0347-6
CONTA POUPANÇA: 9312150-3
alexsandre adir de souza

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A beleza do livro como suporte

Capa do livro Fahrenheit-451

A história do livro é fascinante e a forma como o conhecemos atualmente, o codex, teve seus primeiros volumes criados no final do século I. E com quase 2 mil anos de idade ele parece estar longe do fim, apesar das tecnologias de leitura como o Kindle e suas variantes com e-ink conquistarem mais fãs a cada dia, emulando de forma satisfatória o papel impresso e liberando os leitores do peso de grandes volumes e até bibliotecas inteiras. Assim, a tecnologia do codex começa a se transformar lentamente, passando da única e necessária alternativa à uma opção exótica. Será que um dia os leitores do livro de papel serão considerados tão excêntricos quanto os colecionadores de vinil? Ou será um exagero pensar assim?

Livros de papel são o seu próprio suporte. Um livro de papel não muda durante o passar dos anos. Um livro impresso em papel pólen 90gr colocado na estante e consultado novamente depois de 10 anos continuará sendo um livro impresso em papel pólen 90gr. Por outro lado, quando você abre um e-book após 10 anos, provavelmente estará utilizando um outro dispositivo de leitura, um outro suporte. O anterior estará provavelmente quebrado no fundo de uma gaveta, liberando metais pesados em algum enorme aterro de eletrônicos ou, com sorte, terá sido corretamente reciclado. Em último caso (e poucos exemplares) serão objetos de museus ou colecionadores.

O livro como suporte provavelmente nunca será superado por nenhuma geringonça eletrônica. Mas, talvez ocorra uma mudança de comportamento e o suporte torne-se apenas um adendo, mais que uma necessidade, e o verdadeiro livro seja apenas a ideia que, livre do suporte, navegará através do papel, dos meios eletrônicos e das pessoas, como os livros humanos retratados por Bradbury e Truffaut. Ou talvez isso já ocorra e seria um exagero declarar o fim do codex como suporte, pois as opções se somam, não se anulam.

A fascinante beleza do nascimento dos livros, da impressão à costura e encadernação, pode ser acompanhada nos dois vídeos abaixo. Apesar de separados por décadas, muitas das técnicas registradas no primeiro vídeo ainda são adotadas pela editora britânica Smith-Settle Printers, que aparece no segundo vídeo, preservando assim a tradição manual da encadernação, algo muito valioso para nós da Corrupiola.