A história do livro é fascinante e a forma como o conhecemos atualmente, o codex, teve seus primeiros volumes criados no final do século I. E com quase 2 mil anos de idade ele parece estar longe do fim, apesar das tecnologias de leitura como o Kindle e suas variantes com e-ink conquistarem mais fãs a cada dia, emulando de forma satisfatória o papel impresso e liberando os leitores do peso de grandes volumes e até bibliotecas inteiras. Assim, a tecnologia do codex começa a se transformar lentamente, passando da única e necessária alternativa à uma opção exótica. Será que um dia os leitores do livro de papel serão considerados tão excêntricos quanto os colecionadores de vinil? Ou será um exagero pensar assim?
Livros de papel são o seu próprio suporte. Um livro de papel não muda durante o passar dos anos. Um livro impresso em papel pólen 90gr colocado na estante e consultado novamente depois de 10 anos continuará sendo um livro impresso em papel pólen 90gr. Por outro lado, quando você abre um e-book após 10 anos, provavelmente estará utilizando um outro dispositivo de leitura, um outro suporte. O anterior estará provavelmente quebrado no fundo de uma gaveta, liberando metais pesados em algum enorme aterro de eletrônicos ou, com sorte, terá sido corretamente reciclado. Em último caso (e poucos exemplares) serão objetos de museus ou colecionadores.
O livro como suporte provavelmente nunca será superado por nenhuma geringonça eletrônica. Mas, talvez ocorra uma mudança de comportamento e o suporte torne-se apenas um adendo, mais que uma necessidade, e o verdadeiro livro seja apenas a ideia que, livre do suporte, navegará através do papel, dos meios eletrônicos e das pessoas, como os livros humanos retratados por Bradbury e Truffaut. Ou talvez isso já ocorra e seria um exagero declarar o fim do codex como suporte, pois as opções se somam, não se anulam.
A fascinante beleza do nascimento dos livros, da impressão à costura e encadernação, pode ser acompanhada nos dois vídeos abaixo. Apesar de separados por décadas, muitas das técnicas registradas no primeiro vídeo ainda são adotadas pela editora britânica Smith-Settle Printers, que aparece no segundo vídeo, preservando assim a tradição manual da encadernação, algo muito valioso para nós da Corrupiola.
Em uma entrevista, nos perguntaram: Qual é o lado positivo de ser inovador? E o negativo? O positivo, sem dúvida é o reconhecimento do trabalho envolvendo a trajetória, o processo e o resultado, a resposta positiva do cliente e a motivação no aprimoramento de cada peça. O lado negativo é quando você descobre que está …
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Olá! É primavera no Brasil, mas há muitos lugares pelo mundo onde as pessoas têm seus pescoços congelando neste momento, e a Corrupiola orgulhosamente apresenta seus maxi cachecóis feitos em tricô. Os cachecóis da Corrupiola são confeccionados com 50% de lã argentina e 50% de acrílico. Eles são feitos à mão, por mim, a moça …
A beleza do livro como suporte
A história do livro é fascinante e a forma como o conhecemos atualmente, o codex, teve seus primeiros volumes criados no final do século I. E com quase 2 mil anos de idade ele parece estar longe do fim, apesar das tecnologias de leitura como o Kindle e suas variantes com e-ink conquistarem mais fãs a cada dia, emulando de forma satisfatória o papel impresso e liberando os leitores do peso de grandes volumes e até bibliotecas inteiras. Assim, a tecnologia do codex começa a se transformar lentamente, passando da única e necessária alternativa à uma opção exótica. Será que um dia os leitores do livro de papel serão considerados tão excêntricos quanto os colecionadores de vinil? Ou será um exagero pensar assim?
Livros de papel são o seu próprio suporte. Um livro de papel não muda durante o passar dos anos. Um livro impresso em papel pólen 90gr colocado na estante e consultado novamente depois de 10 anos continuará sendo um livro impresso em papel pólen 90gr. Por outro lado, quando você abre um e-book após 10 anos, provavelmente estará utilizando um outro dispositivo de leitura, um outro suporte. O anterior estará provavelmente quebrado no fundo de uma gaveta, liberando metais pesados em algum enorme aterro de eletrônicos ou, com sorte, terá sido corretamente reciclado. Em último caso (e poucos exemplares) serão objetos de museus ou colecionadores.
O livro como suporte provavelmente nunca será superado por nenhuma geringonça eletrônica. Mas, talvez ocorra uma mudança de comportamento e o suporte torne-se apenas um adendo, mais que uma necessidade, e o verdadeiro livro seja apenas a ideia que, livre do suporte, navegará através do papel, dos meios eletrônicos e das pessoas, como os livros humanos retratados por Bradbury e Truffaut. Ou talvez isso já ocorra e seria um exagero declarar o fim do codex como suporte, pois as opções se somam, não se anulam.
A fascinante beleza do nascimento dos livros, da impressão à costura e encadernação, pode ser acompanhada nos dois vídeos abaixo. Apesar de separados por décadas, muitas das técnicas registradas no primeiro vídeo ainda são adotadas pela editora britânica Smith-Settle Printers, que aparece no segundo vídeo, preservando assim a tradição manual da encadernação, algo muito valioso para nós da Corrupiola.
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[prima_vimeo id=”38681202″ width=”658″ height=”394″]
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